Muito embora o termo “mediocridade” remeta a algo mediano, o que, em tese, não seria de todo ruim, o campo de interpretações oferece uma amplitude muito maior do que apenas a etimológica.
Por hoje, fico com a tradução popular que lhe foi conferida no sentido de ilustrar a falta de comprometimento, passividade extrema e conformismo destrutivo. Certa vez ouvi da filósofa Regina Giannetti dizer que a mediocridade é uma lesma gigante que teima em subir no nosso corpo, tentando tomar a nossa mente.
A autovigilância precisa ser permanente ao longo da jornada chamada vida, uma vez que o nosso subconsciente busca a todo momento “melhorar a nossa condição”, nos convidando a poupar esforços. Nem sempre a forma encontrada pelo cérebro é a mais honrosa, se é que me entendem.
Fazer o que deve ser feito com o máximo esforço, sem que para isso tenha alguém nos vigiando, deve ser a bússola orientadora em todas as áreas da nossa vida. Em se tratando do serviço público, mais precisamente na área de segurança, tal princípio, baseado na ética das virtudes, popularmente conhecido como “disciplina consciente”, é a competência desejada. Aquele que se contenta em apenas ganhar a vida cumprindo a sua jornada de trabalho fere os princípios basilares de servir e evoluir.
A discricionariedade conferida a nós, policiais, ou seja, a amplitude do campo decisório dentro de um espectro de legalidade, infelizmente, por vezes, é utilizada como muleta pelo medíocre. Pela própria natureza da atividade, ser policial transcende aspectos pragmáticos próprios de outros “serviços”, por isso é encarado como “missão” e não meramente um posto de trabalho.
O controle da criminalidade, a manutenção da ordem pública e bem-estar da sociedade, não enxerga “cartão de ponto”. Se você é adepto de frases como “só faço o que me mandam”, “só cumpro o meu horário”, “nada a mais, e nada a menos”; por favor, não ingresse nas instituições destinadas à prática da segurança pública. Leve a sua lesma da mediocridade, grande e gorda, para uma ocupação que não coloque a vida de inocentes em risco.





4 Comments
C@r@lh* professor!
Dedão na ferida!
Parabéns pelas palavras mestre! Precisamos me mais corajosos assim como o senhor para deixar aqueles que não tem esse comprometimento nos postos administrativos. Nada contra, mas em se tratando de segurança, não podemos ser medíocres. Os operadores de segurança são a ponta da lança, são predestinados!
Grande abraço professor!
Força e honra!
Meu irmão, quantas lesmas nós conhecemos, o pior é que eles não fazem e impedem muitos outros de fazerem, através de críticas, ordens, conluio etc. Fazendo igual aos fariseus, conforme essa passagem bíblica: MATEUS 23.13 Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo.
Meu irmão, quantas lesmas nós conhecemos, o pior é que eles não fazem e impedem muitos outros de fazerem, através de críticas, ordens, conluio etc. Fazendo igual aos fariseus, conforme essa passagem bíblica: MATEUS 23.13 Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo.
Muito bom irmão , continue assim e doa a quem doer. Compartilho dos seus pensamentos tbm!! Hj infelizmente a área do serviço público está virando cabide de emprego , com pessoas que ainda não fazem o seu papel minimamente pelo cidadão !! Tmj ⚡️