Por Gabriel Ferrigno @ferrygno
Atordoados com a aplicação da Lei Magnitsky contra o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes, alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Moraes, buscaram apoio das instituições financeiras para tentar suavizar os impactos das sanções impostas pelos Estados Unidos, revelou O Globo.
A ideia era convencer os grandes bancos a interceder junto ao governo americano para evitar o endurecimento das medidas.
A iniciativa, no entanto, não prosperou. Nenhuma das instituições consultadas aceitou se envolver, avaliando que a pressão seria inútil diante do peso político e diplomático da decisão dos EUA.
Segundo interlocutores do setor, a medida de incluir o nome de Moraes na lista de sancionados sob a Magnitsky já está consolidada e não há espaço para negociações paralelas capazes de reverter ou atenuar as restrições.
Para os bancos, qualquer movimento nesse sentido seria não apenas improdutivo, mas imprudente, uma vez que os EUA mantêm rígido controle sobre o cumprimento das sanções financeiras.
A recusa expõe o isolamento de ministros diante da ofensiva internacional e reforça que, no atual cenário, não há canais de influência capazes de alterar o curso das punições definidas pelo Tesouro americano.
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