Nesta quinta-feira, 3, militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) invadiram a sede do Itaú BBA, em São Paulo, na avenida Faria Lima, em protesto pela taxação dos chamados super-ricos.
Os Invasores exibiam faixas com mensagens como: “O povo não vai pagar a conta”, “chega de mamata”e “taxação dos super-ricos já”. A Polícia Militar paulista divulgou que cerca de 50 militantes participaram do ato. Já do lado dos organizadores da invasão, cerca de 300 pessoas participaram.
O banco optou por não se manifestar oficialmente sobre o episódio.
O alvo principal do protesto foi a pauta da “justiça tributária” com ênfase na taxação da chamada elite econômica. Segundo o MTST, “é crucial taxar os super-ricos para reduzir a desigualdade. São lucros e dividendos que seguem intocados, enquanto a maioria trabalha muito e paga caro por tudo.”
Também foi reiterado apoio ao projeto de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, e ao mesmo tempo pela imposição de alíquotas para rendimentos superiores a R$ 50 mil, iniciativa em debate no Congresso Nacional. A nota da Frente descreveu a invasão como “denúncia clara” aos privilégios tributários de bancos e bilionários.
O ato ocorre em um momento de tensão entre o governo federal e o Congresso, especialmente após a derrubada de decretos que aumentariam o IOF. O Legislativo neutralizou tais medidas, o que motivou uma reação do governo e aumentou a pressão de movimentos sociais por ações em defesa da chamada “reforma fiscal”.
A invasão da Faria Lima também serve como preparação para a mobilização prevista para o dia 10 de julho, quando nova manifestação em São Paulo, desta vez na Avenida Paulista, será realizada pela Frente Povo Sem Medo.
O prédio do Itaú, adquirido por R$ 1,5 bilhão em janeiro de 2024, é considerado um dos mais valiosos da Faria Lima. Para os manifestantes, a invasão representa um protesto contra a impunidade fiscal das grandes corporações.



