Por Canal – A voz da Política
Lula se deslocou para a Ásia, e não foi para alcançar avanços em questões tarifárias, ou derrubar o Ato da Lei Magnitsky, ou reverter as sanções de vistos contra ministros do STF. A viagem teve um objetivo singular: uma foto.
Existe até um termo em inglês para isso, o famoso “photo-op”, que designa a “oportunidade fotográfica”.
Essencialmente, é uma tentativa de manobra estratégica de Lula: conseguir uma imagem ao lado daquele que é uma das figuras mais importantes do cenário global, com um aperto de mãos, visando ganhos políticos internos no Brasil. A narrativa seria: “Eu estive lá, negociei com Trump, e o Brasil está prosperando”.
Naturalmente, essa interpretação foi amplamente endossada pela mídia tradicional, que se empenha em sustentar essa versão distorcida dos fatos.
Portanto, a essência do ocorrido é essa: Lula retornou de mãos vazias, sem remover tarifas, sem revogar a Magnitsky, e os ministros permanecem com as restrições de visto. Na prática, ele apenas conseguiu agendar uma reunião que, originalmente marcada para ontem entre Mauro Vieira e Marco Rubio, foi adiada.
Se esse encontro foi de fato apenas com Marco Rubio, para o chanceler brasileiro, deve ter sido um embate complicado, pois sabemos da postura firme de Rubio.
Contudo, quem sintetizou perfeitamente a razão da viagem de Lula à Ásia foi Martin de Luca, advogado de Donald Trump. Ele articulou o seguinte:
“A aparição súbita de Lula na Cúpula da ASEAN um fórum no qual o Brasil não possui filiação, assento ou agenda não tinha nada a ver com o Sudeste Asiático; tudo a ver com a aparência. Ao se inserir na cúpula da ASEAN, Lula garantiu a si mesmo uma “negação plausível”. Ele poderia alegar estar engajado em um evento multilateral, em vez de voar para o outro lado do mundo apenas para encontrar Donald Trump. A cúpula serviu como pretexto: “Eu já estava por perto”, enquanto o objetivo real era a foto que ele precisava vender no Brasil. A ASEAN foi o único grande evento multilateral em que uma reunião com Trump poderia ser agendada sem parecer que Lula havia implorado por ela em Washington. O desvio na Malásia permitiu que Lula repetisse clichês sobre cooperação, mesmo que o foco real fosse destravar negociações sobre tarifas e sanções americanas”.

Eu concordo plenamente. Lula usou esse pretexto da reunião na Malásia, com a qual o Brasil não tem ligação substancial, para garantir a imagem que desejava ao lado de Donald Trump. A foto foi tirada e está sendo explorada pela mídia e pela militância de esquerda como um grande triunfo.
No entanto, o fato inegável é que, no final das contas, praticamente nada de significativo avançou nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.
O tempo dirá o desenrolar dessa situação. Mas, por enquanto, podemos afirmar com certeza que o status é o mesmo desde o início desse imbróglio, lá por junho ou julho, quando Trump impôs as tarifas e começou a mencionar o presidente Bolsonaro.
Por mais que Lula se esquive, ele não conseguiu evitar o tema Bolsonaro, que foi, inclusive, pautado na reunião a sós entre eles. Sim, Lula terá que conviver com essa realidade, goste ou não.
É claro que a imprensa fará o seu papel, tentando amenizar a situação e, certamente, o declarará como o grande vencedor, que “dobrou Trump” e coisas do tipo. Mas, sejamos honestos, a credibilidade da velha mídia acabou!
Em resumo, Lula gastou milhões do dinheiro do pagador de impostos para ir lá unicamente para uma sessão de fotos. Ele a conseguiu, e ela será massivamente explorada pela mídia e pela esquerda aliada no Brasil como um sucesso estrondoso, o que claramente não é.
E no fim somos nós que pagamos essa conta.



