Por Gabriel Ferrigno @ferrygno
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que não pretende ceder à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a sanção pela Lei Magnitsky.
Em entrevista publicada nesta segunda-feira, 18 de agosto, pelo jornal The Washington Post, Moraes afirmou: “Não existe a menor possibilidade de recuar um milímetro sequer. Faremos o que é certo: receberemos a acusação, analisaremos as provas. E quem tiver de ser condenado, será condenado. E quem tiver de ser absolvido, será absolvido”.
A reportagem destacou que amigos e colegas saíram em defesa do magistrado, embora o ex-ministro Marco Aurélio Mello tenha se declarado “entristecido” com o que chamou de “deterioração” da Corte.
Segundo o ministro, o Brasil foi “infectado pela doença da autocracia” e seu papel é aplicar a “vacina”. Ele afirmou que forças poderosas ainda tentam desfazer a democracia e que, por isso, as investigações seguirão “enquanto houver necessidade”.
Questionado sobre excesso de poder, respondeu que todas as suas decisões foram revisadas pelos colegas do STF: “Sabe quantas eu perdi? Nenhuma sequer”, disse ele, se vangloriando.
O ministro também comentou as sanções impostas contra ele pela Lei Magnitsky, dos EUA. “É agradável passar por isso? Claro que não é agradável”, declarou, destacando que vê os atritos com Washington como temporários.
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