Por Karina B. Michelin karinamichelin
A declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o espaço aéreo ao redor da Venezuela está “fechado” ocorreu horas depois de uma ligação direta e altamente tensa com Nicolás Maduro. Segundo fontes próximas à Casa Branca, Trump afirmou ao líder venezuelano que os EUA considerariam o uso da força caso ele não renunciasse voluntariamente. A conversa, descrita como “franca e severa”, marcou o ponto de maior escalada entre Washington e Caracas em anos.
O endurecimento americano ocorre em meio ao avanço da cooperação militar da Venezuela com Rússia, China e Irã, além de recentes exercícios com caças Sukhoi no Caribe. Para o governo Trump, tais movimentos configuram uma ameaça à segurança hemisférica. Por isso, o bloqueio aéreo foi acompanhado pelo reposicionamento de ativos militares no entorno: bombardeiros B-52, caças F/A-18 e navios de guerra operam agora de forma ostensiva, com transponders ligados – um sinal calculado para ser visto pelo regime venezuelano.
A decisão amplia o isolamento de Caracas; companhias aéreas internacionais já vinham reduzindo operações no país, e governos europeus emitiram alertas de risco a viajantes. Com o fechamento anunciado por Washington, a Venezuela se aproxima de um cerco aéreo e diplomático sem precedentes, elevando o risco de incidentes e erros de cálculo.
A Casa Branca não divulgou detalhes completos da chamada, mas assessores confirmam que o recado de Trump foi que a permanência de Maduro no poder não será aceita.
Com rotas aéreas bloqueadas, presença militar reforçada e diálogo bilateral praticamente inexistente, a tensão na América Latina atinge seu nível mais crítico em décadas.




