Por Rafael Amaral Sanzio, 13 de junho de 2025.
Por que continuamos alheios à realidade? Essa pergunta ecoa enquanto os Estados Unidos enfrentam uma onda de protestos contra políticas de imigração e um aumento alarmante de ativismo radical em suas instituições de elite, como a Universidade de Harvard. Recentemente, a administração do presidente Donald Trump intensificou esforços para combater o que chama de “ativismo revolucionário” em Harvard, culminando na revogação de sua certificação no Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio.
Ao mesmo tempo, investigações do FBI, lideradas por Kash Patel, apontam para a influência de Neville Roy Singham, um milionário americano em Xangai, que supostamente financia protestos anti-ICE com laços ao Partido Comunista Chinês (PCC). Enquanto a mídia tradicional, como CNN, Globo e até a rádio brasileira Nossa Rádio USA, retrata essas ações como ataques à liberdade de expressão, evidências crescentes sugerem uma rede de influência estrangeira que ameaça a soberania americana.
Este artigo revela os fatos por trás dessas controvérsias e questiona por que tantos ainda ignoram a realidade.
O Declínio de Harvard: Um Epicentro de Crise
A Universidade de Harvard, outrora um símbolo de excelência acadêmica, enfrenta acusações graves de fomentar um ambiente tóxico marcado por antissemitismo, criminalidade e colaborações questionáveis com o PCC. Um comunicado do Departamento de Segurança Interna, assinado pela secretária Kristi Noem, anunciou a suspensão da certificação de Harvard no Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio, afirmando: “Esta administração está responsabilizando Harvard por fomentar a violência, o antissemitismo e coordenar-se com o Partido Comunista Chinês em seu campus”. A medida reflete a gravidade das falhas da universidade em proteger seus estudantes e cumprir a lei.
Uma força-tarefa governamental revelou que Harvard negligenciou a discriminação racial e o assédio antissemita generalizados. Estudantes judeus relataram insultos, agressões físicas e intimidação, sem ações significativas da liderança da universidade. Um caso chocante envolveu um manifestante acusado de agredir um estudante judeu, que foi escolhido pela Escola de Divindade de Harvard como representante da turma na formatura. Um estudo interno de Harvard de 2025 mostrou que 60% dos estudantes judeus sofreram discriminação ou preconceito devido às suas opiniões sobre eventos globais. Em um incidente notório, um estudante judeu foi ridicularizado por tentar compartilhar a história de seu avô, sobrevivente do Holocausto, com organizadores de uma conferência, alegando que a narrativa “justificaria a opressão”. Enquanto isso, grupos estudantis pró-Hamas, que promoveram antissemitismo após os ataques de 7 de outubro, continuaram recebendo reconhecimento e financiamento.
A criminalidade no campus também disparou, com um aumento de 55% nas taxas de crimes entre 2022 e 2023, incluindo 195% em agressões agravadas e 460% em roubos. Harvard também foi criticada por práticas de contratação baseadas em raça, potencialmente violando leis de direitos civis, e por aceitar 151 milhões de dólares de governos estrangeiros desde 2020, representando 13% de suas doações internacionais. Mais alarmante, a universidade manteve laços com o Corpo de Produção e Construção de Xinjiang (XPCC), um grupo paramilitar do PCC implicado no genocídio uigur, mesmo após sua inclusão na lista de sanções do Tesouro dos EUA em 2020. Pesquisadores de Harvard também colaboraram com acadêmicos chineses em projetos financiados por um agente iraniano e universidades ligadas à defesa militar chinesa, utilizando recursos do Departamento de Defesa dos EUA.
Protestos Anti-ICE e a Sombra do PCC.
Enquanto Harvard enfrenta essas acusações, protestos contra as políticas de tolerância zero do ICE têm surgido em cidades de administração democrata, como Los Angeles. Embora a mídia se negue a relatar a realidade, esses protestos não são pacíficos. A violência é generalizada, e é crucial confiar no que os olhos veem, não na narrativa da imprensa. O FBI, sob Kash Patel, está investigando Neville Roy Singham, um milionário americano residente em Xangai, acusado de canalizar 20 milhões de dólares para organizações que promovem ideologias alinhadas ao PCC. O Party for Socialism and Liberation (PSL), um grupo ativo nos protestos anti-ICE, mantém laços documentados com o PCC, segundo a Epoch Times, que reporta investigações do FBI sobre o financiamento de Singham em Los Angeles.
Singham, cuja esposa Jodie Evans é coautora do livro China Não É Inimiga, também foi ligado a atividades pró-PCC. Um relatório do The New York Times de 2023 revelou imagens de seu escritório em Xangai, onde jovens reverenciavam a bandeira chinesa e entoavam “Sempre siga o partido” diante de um retrato de Xi Jinping. Evans defendeu que os uigures são “terroristas”, ecoando a propaganda do PCC. Essas conexões sugerem uma tentativa de manipular movimentos sociais nos EUA para desestabilizar a ordem interna.
Uma Rede Global de Influência.
As acusações contra Singham e Harvard se inserem em um contexto mais amplo de suposta interferência do PCC. Recentemente, três cidadãos chineses foram condenados nos EUA por tentativa de bioterrorismo, incluindo a disseminação de pragas em lavouras e animais, segundo cientistas denunciantes. Alegações de roubo de propriedade intelectual e tráfico de fentanil via México reforçam a percepção de uma estratégia chinesa para semear o caos. Conflitos globais, como os entre Hamas e Israel, Paquistão e Índia, e Ucrânia, também são apontados como influenciados pelo PCC, que fomenta instabilidade no Ocidente. No Brasil, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, declarou recentemente que ele e seus colegas são “admiradores de Xi Jinping”, um sinal preocupante de infiltração em instituições estrangeiras.
A mídia tradicional, incluindo CNN, Globo e Nossa Rádio USA, por exemplo, frequentemente retrata as ações contra Harvard e os protestos como ataques à liberdade de expressão ou ao progresso científico. Essa narrativa, no entanto, ignora os dados concretos e pode enganar até apoiadores da agenda America First de Trump. A desinformação da mídia obscurece a realidade de uma influência estrangeira que compromete a segurança nacional.
Estamos alheios à realidade porque a narrativa dominante, impulsionada por uma mídia tendenciosa, obscurece os fatos. A revogação da certificação de Harvard e as investigações sobre o financiamento de protestos anti-ICE por Neville Roy Singham expõem uma verdade incômoda: instituições americanas estão sendo infiltradas por forças que promovem antissemitismo, criminalidade e ideologias alinhadas ao PCC. De Harvard aos protestos nas ruas, a influência estrangeira ameaça a soberania dos EUA e a estabilidade do Ocidente. É hora de os cidadãos abrirem os olhos, questionarem a propaganda e apoiarem ações que priorizem a segurança nacional, como as lideradas pela administração Trump. A verdade está à vista e cabe a nós reconhecê-la e agir.
Quero saber sua opinião.

Colunista Rafael Sanzio Amaral rafael.sanzio3
Escritor & Analista Geopolítico |📍London – Córdoba
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