Vítima é um menino de 5 anos diagnosticado com autismo; no momento da prisão, suspeito apresentou versões contraditórias às autoridades.
Por Redação Ponta de Lança News
Um crime brutal estarreceu os moradores de Pindamonhangaba, município localizado no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, no último final de semana. O ator Furlan foi preso em flagrante sob a acusação de estupro de vulnerável. A vítima é um menino de apenas 5 anos de idade, que possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O caso, que segue sob investigação em segredo de justiça para preservar a identidade do menor, ocorreu durante uma festa na cidade. A rápida intervenção das pessoas presentes no local foi fundamental para impedir que a situação se agravasse e para garantir a prisão imediata do suspeito.
O Flagrante e o Choque dos Convidados
De acordo com as informações preliminares que constam no boletim de ocorrência, o crime ocorreu nas dependências do evento festivo. Furlan teria se isolado com a criança e, ao notarem a ausência do menino, responsáveis e convidados iniciaram uma busca pelo local.
A cena descrita pelas testemunhas às autoridades é chocante: no momento em que foi flagrado, o ator estaria com a cueca da criança nas mãos. A Polícia Militar foi acionada imediatamente e, diante da materialidade e dos relatos iniciais, deu voz de prisão ao suspeito ainda no local da festa, encaminhando-o para a delegacia de plantão.
Versões Contraditórias e Confusas
Na delegacia, o comportamento do suspeito chamou a atenção dos investigadores. Durante o interrogatório preliminar, Furlan apresentou um discurso desconexo e deu três versões completamente diferentes para tentar justificar a cena em que foi flagrado.
- Primeira versão: O ator alegou não se lembrar de absolutamente nada do episódio, sugerindo um suposto lapso de memória (amnésia) no momento do crime.
- Segunda versão: Em uma declaração considerada absurda pelos presentes, Furlan afirmou que, devido ao ambiente, teria “confundido o menor com a sua namorada”.
A falta de coerência nos depoimentos fortaleceu a manutenção da prisão em flagrante, sendo o caso registrado formalmente como estupro de vulnerável.

Proteção à Vítima e Próximos Passos da Investigação
A criança de 5 anos, devido à sua pouca idade e ao diagnóstico de TEA, enquadra-se no grau máximo de vulnerabilidade previsto pela legislação brasileira. Após o resgate, o menino foi encaminhado para atendimento médico e psicológico especializado, acompanhado pelo Conselho Tutelar e por seus familiares.
A Polícia Civil de São Paulo agora conduz o inquérito policial. Os próximos passos da investigação incluem:
- Oitiva de Testemunhas: Depoimentos formais de todos os presentes na festa que participaram do flagrante.
- Exames Periciais: Realização de exame de corpo de delito na vítima e análise de vestígios no local do crime e nas roupas apreendidas.
- Audiência de Custódia: O suspeito deverá passar pela audiência com um juiz, que decidirá se a prisão em flagrante será convertida em prisão preventiva (sem prazo determinado), mantendo-o detido durante o andamento do processo.
No Brasil, o crime de estupro de vulnerável (Artigo 217-A do Código Penal) é classificado como hediondo. A lei prevê penas rigorosas que podem variar de 8 a 15 anos de reclusão, não sendo necessário que haja violência física ou grave ameaça para a configuração do crime, bastando que a vítima seja menor de 14 anos ou, por qualquer causa, não possa oferecer resistência.
A reportagem do Ponta de Lança News continuará acompanhando os desdobramentos do inquérito. Até o fechamento desta matéria, a defesa do ator Furlan não havia se manifestado publicamente sobre as acusações.


