Em um discurso inflamado em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (21), o senador Magno Malta (PL-ES) protagonizou uma fala dura ao desafiar diretamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em tom provocativo, Malta declarou: “Ponha a mão em Bolsonaro, tenta a sorte, Alexandre.”
A frase foi dita durante um pronunciamento em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é alvo de diversas investigações conduzidas pelo STF e pela Polícia Federal. Magno Malta criticou duramente o Judiciário e disse que há uma “perseguição política” contra Bolsonaro e seus aliados.
“Estão tentando calar quem representa milhões de brasileiros. Bolsonaro não está sozinho. E fica aqui o recado: ponha a mão em Bolsonaro, tenta a sorte, Alexandre”, afirmou o senador, olhando diretamente para as câmeras da transmissão oficial da coletiva.
A declaração repercutiu imediatamente nos bastidores de Brasília, sendo vista como uma escalada no tom das críticas da ala bolsonarista contra o Supremo Tribunal Federal, em especial contra Moraes, que comanda inquéritos ilegais envolvendo o ex-presidente e seus apoiadores.
Reações.
Parlamentares da base do governo Lula classificaram as palavras de Magno Malta como uma ameaça institucional inaceitável. Líderes de partidos de centro e esquerda pediram a intervenção da presidência do Senado para “resguardar a liturgia do cargo” e evitar agressões verbais contra membros de outro poder da República.
“Isso ultrapassa qualquer limite da convivência democrática. Não é aceitável um senador da República usar o microfone do plenário para incitar ameaças contra um ministro do Supremo”, disse o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).
Por outro lado, aliados de Malta e apoiadores do ex-presidente Bolsonaro endossaram as palavras do senador e o defenderam nas redes sociais, afirmando que o Judiciário está praticando “ativismo político”.
Crise entre poderes.
O episódio reacende a tensão entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal em meio às investigações que envolvem a suposta atuação de Jair Bolsonaro nas manifestações de 8 de janeiro de 2023 e em supostos planos golpistas.
Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou oficialmente sobre a fala do senador. O Palácio do Planalto também preferiu o silêncio, evitando se envolver no embate.
A expectativa é que o clima de acirramento continue nos próximos dias, enquanto os desdobramentos jurídicos envolvendo Bolsonaro seguem no centro do noticiário político nacional e internacional.
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