Por Gabriel Ferrigno @ferrygno
O regime de Nicolás Maduro elevou o tom das tensões no Caribe neste domingo (14), ao ameaçar diretamente a Guiana e Trinidad e Tobago em meio ao reforço da presença militar dos Estados Unidos na região.
Após a Guiana e Trinidad e Tobago publicarem apoio às operações dos EUA no Caribe, o ministro da Defesa do regime, Vladimir Padrino López, disse que agiria em “legítima defesa” se esses países apoiassem operações americanas contra o narcotráfico na região.
O ministro, que também tem uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura, denunciou ainda um suposto aumento de voos de inteligência norte-americanos sobre o espaço aéreo venezuelano, classificando-os como “muito provocativos”.
As declarações foram reforçadas pelo narcotraficante Diosdado Cabello, número dois do chavismo, que durante exercícios militares em Aragua ameaçou os EUA com uma “guerra de 100 anos” caso forças estrangeiras ingressem em território venezuelano.
Cabello pediu “resistência ativa prolongada” e anunciou que o país estaria em “transição da luta não armada para a luta armada” diante do que considera uma tentativa de Washington de provocar mudança de regime.
As declarações do regime ocorrem logo após caças F-35 do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA pousarem em Ceiba, Porto Rico, acompanhados de uma aeronave Boeing C-5.
Segundo autoridades locais, o deslocamento faz parte de uma operação antidrogas no Caribe. Além disso, os EUA já mantêm na região oito navios de guerra equipados com mísseis e um submarino nuclear.
A governadora de Porto Rico, Jenniffer González, apoiou publicamente a operação, destacando a posição estratégica da ilha como “fronteira dos Estados Unidos no Caribe” e enviando, segundo ela, “um recado direto a Nicolás Maduro de que Washington não aceitará novas provocações”.
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