Por Gabriel Ferrigno @ferrygno
Os Estados Unidos enfrentam uma nova paralisação administrativa após o fracasso nas negociações orçamentárias no Congresso. Pela primeira vez desde 2018, o governo federal entrou em shutdown na madrugada desta quarta-feira (1), depois que os democratas no Senado rejeitaram a proposta republicana que buscava estender o financiamento por sete semanas.
A medida atinge diretamente cerca de 750 mil funcionários federais considerados não essenciais, que devem ser suspensos de suas funções sem remuneração. Militares e trabalhadores de setores críticos, como defesa, segurança de fronteiras e controle aéreo, devem continuar em serviço, mas também sem receber salário durante o período de fechamento.
O projeto, chamado H.R. 5371, previa fundos adicionais para segurança de autoridades e a prorrogação de programas prestes a expirar. A disputa, porém, concentrou-se em torno das demandas democratas de reverter cortes no Medicaid e de estender subsídios de saúde vinculados ao Affordable Care Act (Obamacare), que forneceria assistência para imigrantes ilegais às custas dos contribuintes.
A Casa Branca orientou todas as agências a “executar planos de paralisação ordenada” e advertiu que, se o bloqueio se prolongar, poderá transformar licenças temporárias em demissões permanentes, um cenário inédito em relação a fechamentos anteriores.
Ontem, o presidente Donald Trump disse que não desejava a paralisação e que os democratas estavam criando barreiras para causar isso. Ele então sugeriu cortar empregos e programas considerados “desnecessários, em especial os apoiados pelos democratas” em caso de paralisação.
O líder da Câmara, Mike Johnson, disse que o fechamento era “inevitável” e culpou diretamente o democrata Chuck Schumer por não apoiar a proposta. Já o líder da maioria republicana no Senado, John Thune, afirmou que o governo poderia ser reaberto “amanhã” se democratas romperem fileiras.
Enquanto serviços como Previdência Social, Medicare e o sistema postal seguem ativos por terem fontes próprias de financiamento, outras áreas sentem efeitos imediatos: parques nacionais operam com pessoal reduzido, empréstimos a pequenas empresas estão suspensos e inspeções alime.
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