A noite desta quinta-feira, 28 de maio de 2026, entra para a história da segurança pública global e deixa exposta, de forma irremediável, a leniência e a paralisia ideológica que dominam a atual gestão do governo federal brasileiro. O anúncio do Departamento de Estado dos Estados Unidos, capitaneado pelo secretário Marco Rubio, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) e Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT) não é apenas um movimento burocrático em Washington; é um choque de realidade na soberania de mentira defendida pela esquerda nacional.
Enquanto o Palácio do Planalto e o Itamaraty gastaram os últimos meses operando nos bastidores para tentar blindar as facções criminosas dessa designação sob o pretexto ultrapassado de que “são apenas criminosos comuns em busca de lucro” e de que isso “ameaçaria a soberania nacional”, os americanos decidiram chamar o mal pelo nome: narcoterrorismo.
O que o PCC e o CV fazem diariamente nas periferias, estradas e portos do Brasil não é criminalidade comum. Grupos que dão ordens para fechar o comércio, que executam policiais, que controlam territórios inteiros pelo medo e utilizam armas de guerra contra o próprio Estado e contra cidadãos de bem ultrapassaram, sim, há muito tempo, a fronteira do crime organizado tradicional. Eles praticam o terror puríssimo.
A reação do governo Lula à canetada americana, marcada pelo temor de “intervenção estrangeira” e de “sanções financeiras”, revela um complexo de culpa e uma incapacidade crônica de agir. O cidadão de bem que fica trancado em casa no Rio de Janeiro ou em São Paulo sob o eco de fuzis não tem medo do Tio Sam; ele tem medo do bandido que o governo insiste em tratar com manuais de sociologia. O verdadeiro atentado à soberania nacional ocorre quando o Estado brasileiro cede o controle de suas fronteiras e de suas capitais para o poder paralelo.
A vitória política desta noite pertence à oposição e à direita brasileira, simbolizada pela articulação que culminou no pedido direto feito pelo pré-candidato à presidência nas eleições deste ano, Flávio Bolsonaro, ao presidente Donald Trump nesta semana. Trata-se de um “grande dia” para quem compreende que a asfixia financeira internacional, o bloqueio de bens de doleiros e operadores e a cooperação internacional de inteligência são as únicas armas capazes de desmantelar o império bilionário dessas facções.
Se o Brasil não tem a coragem política interna para endurecer sua legislação e carimbar o rótulo de terrorista na testa de quem incendeia ônibus e executa agentes da lei, que o façam os tribunais e o Tesouro americano. Washington deu o diagnóstico que Brasília tenta esconder embaixo do tapete.
Resta saber se o atual governo continuará agindo como linha de defesa diplomática do crime organizado ou se finalmente entenderá que, na guerra contra o terror, não há espaço para neutralidade.
Este vídeo do canal da CNN Brasil no YouTube acompanha os desdobramentos políticos da decisão, detalhando a reação e a comemoração da oposição com a classificação de PCC e CV como terroristas.


